28 de setembro de 2016

5 Erros do Evangelho da Prosperidade


Há mais de um século, falando à então mais numerosa congregação em toda a cristandade, Charles Spurgeon disse:

Eu creio que é anticristão e pecaminoso para qualquer cristão viver com a finalidade de acumular riquezas. Você dirá: “Não devemos lutar o quanto pudermos para conseguirmos todo o dinheiro que pudermos?” Você pode fazer isso. De qualquer maneira, não posso duvidar que ao fazê-lo, você possa servir à causa de Deus. Mas o que eu disse é que viver com a finalidade de acumular riquezas é anticristão.1

Ao longo dos anos, contudo, a mensagem pregada em algumas das maiores igrejas do mundo mudou — de fato, um novo evangelho está sendo ensinado a muitas congregações hoje. Muitos nomes têm sido atribuídos a tal evangelho: o evangelho do “declare e tome posse”, o evangelho do “fale e receba”, o evangelho da “saúde e riqueza”, o “evangelho da prosperidade” e a “teologia da confissão positiva”.

A Ceia do Senhor (2/2)


5) Sacramento 

É um mistério, uma verdade revelada. Para a igreja é um rito instituído por Cristo, que serve como um sinal externo e visível, através dos símbolos e de uma graça interna e espiritual pela Palavra.

A visão Reformada da Ceia do Senhor é que Cristo está realmente presente; espiritualmente e não fisicamente. Ele está, em outras palavras, presente “pela fé do povo de Deus e tem comunhão com eles, alimentando-os consigo mesmo através da fé. Ele usa o pão e o vinho para dirigir a fé deles em direção a Ele.

27 de setembro de 2016

O que é Plágio?


Há dois fatores que, em conjunto, fazem do plágio um perigo para aqueles que atuam no ministério cristão. Em primeiro lugar, as pessoas envolvidas no pastoreio e no ensino, geralmente gostam de aprender e compartilhar o que aprenderam com os outros. Esta é, obviamente, uma coisa muito boa. Contudo, em segundo lugar, as diretrizes para dar o crédito apropriado àqueles com quem aprendemos nem sempre são claras. Por isso, existe o perigo de que a boa vontade de partilhar a verdade seja realizada inconscientemente, por vezes, através dos meios falsos de plágio.

Definindo o Plágio

A essência do plágio é dar a impressão de que as ideias ou palavras de outra pessoa são realmente nossas. Isso pode ser feito intencionalmente (caso em que é roubo definitivo) ou de forma não intencional, mas de qualquer forma é errado.

26 de setembro de 2016

O Significado do Batismo na Grande Comissão


Eu penso que, quando as pessoas olham para o batismo, elas têm um entendimento superficial de por que Jesus ordenou que batizássemos os seus discípulos. A maioria das pessoas provavelmente associa a água à purificação, o que é uma conexão apropriada, dada a mensagem do profeta Ezequiel de que Deus iria aspergir água sobre o seu povo (Ezequiel 36.25). Purificação do pecado, contudo, é apenas um elemento no significado e importância do batismo.

24 de setembro de 2016

Deus elege pessoas baseado na presciência da fé?


As Escrituras ensinam que tudo relacionado ao evangelho tem o propósito de glorificar Cristo e destruir o orgulho do homem, ao pensar que pode salvar a si próprio. Por consequência, alguma coisa que diminui a glória de Cristo é inconsistente com o verdadeiro evangelho. Então, meu propósito nesta questão não é ser contencioso, mas glorificar a Deus ao alinhar nossos pensamentos com o dEle. Este pequeno artigo se propõe a desafiar a posição antibíblica que alguns evangelistas modernos insistem em pregar: a “presciência da fé”.

23 de setembro de 2016

O Princípio Regulador do Culto


Simplificando, o princípio regulador do culto afirma que a adoração corporativa a Deus deve estar fundamentada sobre direções específicas das Escrituras. Superficialmente, é difícil ver porque qualquer pessoa que valoriza a autoridade das Escrituras iria considerar tal princípio censurável. Toda a nossa vida não é para ser vivida de acordo com a regra da Escritura? Este é um princípio árduo ao coração de todos os que se dizem cristãos bíblicos. Sugerir o contrário é abrir a porta para o antinomianismo e a licenciosidade.

Mas as coisas raramente são tão simples. Afinal, a Bíblia não me diz se eu posso ou não posso ouvir com proveito a uma sinfonia de Mahler, encontrar uma coleção de selos gratificantes, ou desfrutar de um trabalho como investigador como uma ocupação útil, mesmo que haja boa intenção, mas os que creem na Bíblia equivocadamente afirmam com uma dogmática confiança que qualquer uma destas coisas infringe a vontade de Deus. Conhecer a vontade de Deus em qualquer circunstância é uma função importante na vida de cada cristão, e fundamental para saber que é uma vontade de submissão à Escritura como Palavra autorizada de Deus para todas as idades e circunstâncias. Mas, o que exatamente significa a autoridade bíblica em tais circunstâncias? 

22 de setembro de 2016

A Corrupção Radical e o Chamado Eficaz em 1 Pedro


A MISSÃO DOS CRISTÃOS NO MUNDO (2.9b-10)

2.9b ... a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançaste misericórdia.

Após descrever quatro características da privilegiada identidade dos cristãos como o povo escolhido de Deus (vs.9a), Pedro termina este capítulo sobre o crescimento espiritual dos cristãos falando da missão deles como igreja. Como na parte anterior do versículo 9, Pedro, nesta segunda parte, também recorre não diretamente, mas implicitamente ao Antigo Testamento, aludindo, desta vez, a Isaías 42.16.

Qual é a missão da igreja no mundo? Evangelizar, que consiste em:

21 de setembro de 2016

Graus de Separação


Um dos desafios mais difíceis de abordar na vida cristã é o nosso relacionamento com os outros cristãos. É como andar numa corda bamba com pesos pesados em cada extremidade do nosso polo. Por um lado, é mandamento bíblico se unir com cristãos professos, enquanto no outro, é exigência bíblica separa-se deles em certos momentos.

“Uni-vos!” “Dividem-se!” Complicado e desafiador, não é? Não seria muito mais fácil se pudéssemos escolher um ou o outro? Alguns fazem. Eles decidem se separar de todos que não concordam com eles em tudo, produzindo dissidência pecaminosa e divisão no corpo de Cristo. Outros, porém, decidem que não há praticamente nada que justifique a separação de ninguém e se unem em aliança profana com qualquer um que se diz cristão, não importando o que ele acredita.

Mas ambos são extremos antibíblicos que nos tornam desequilibrados, derrubando-nos no pecado. Embora possamos preferir uma vida mais simples, Deus nos chama para caminhar nesta corda bamba precária, levando ambos os pesos nas extremidades do nosso polo.

20 de setembro de 2016

O que dizer das reações físicas nos cultos?


Eu diria que existem duas diferenças muito importantes entre as reações físicas encontradas na Escritura e nos avivamentos históricos, e uma boa parte do que observamos dentro dos círculos neopentecostais.

Primeiro, reações físicas como o cair e o rolar no chão, tremores, choro alto, contorções, saltos, risos descontrolados, e coisas semelhantes, não são jamais encorajadas nas Escrituras, e nem mesmo apresentadas como sinal da presença de Deus. O mesmo pode se dizer dos avivamentos históricos. No geral, até onde sei, reações físicas e emocionais com essas características nunca foram encorajadas, promovidas ou buscadas por seus líderes (embora houvesse uns poucos líderes leigos que fizessem o contrário). E nem sempre foram consideradas como evidências claras da atuação do Espírito de Deus. 

19 de setembro de 2016

Eu e o Pai Somos Um


Quando Jesus disse Eu e o Pai somos um (João 10.30), o que Ele quis dizer? O gênero da palavra grega para “um”, nesta passagem, não é masculino, mas neutro, designando o Pai e Jesus não como uma pessoa, mas como uma entidade (“um objeto”). A afirmação clara da divindade de Jesus no Evangelho de João é surpreendente, uma vez que suscita algumas questões importantes a respeito de Sua relação com Deus Pai. Se Deus Pai – Yahweh, o grande “Eu Sou”, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó é Deus, e Jesus é Deus – quantos deuses são, afinal?

18 de setembro de 2016

O Pecado Contra o Espírito Santo


A Sagrada Escritura menciona apenas um pecado que, nesta vida e na vida futura, é imperdoável: a blasfêmia contra o Espírito Santo. Não há referência a isso no Antigo Testamento, embora [devamos nos lembrar que] pelos pecados cometidos “com a mão levantada” (Nm 15.30), nenhum sacrifício tenha sido instituído na lei, porque colocava de lado a própria lei (cf, Hb 10.28). Jesus é o primeiro a falar dele (Mt 12.31; Mc 3.29; Lc 12.10). Certa vez, quando curou completamente um endemoninhado que também era cego e mudo, as multidões ficaram tão maravilhadas que reconheceram Jesus como o filho de Davi, o Cristo. Como resultado, os fariseus ficaram tão enfurecidos que disseram não somente que ele expulsava demônios pelo príncipe dos demônios, mas também que ele mesmo estava possuído pelo diabo (Mc 3.22). Essa acusação foi motivada somente pelo ódio, nascendo de uma hostilidade pura, consciente e intencional. Em Mateus 12.25-30, Jesus também demonstra a verdade disso: um reino dividido contra si mesmo não pode permanecer. Satanás não pode expulsar a si mesmo, por isso a expulsão de Satanás é prova de que o reino de Deus veio sobre eles. Jesus expulsou o diabo pelo Espírito de Deus.

17 de setembro de 2016

Falsos Apóstolos e "Superapóstolos"


Examinemos agora o caso daqueles a quem o apóstolo Paulo chama de “superapóstolos” e “falsos apóstolos”, na sua segunda carta aos coríntios (2Co 11.5; 11.13 e 12.11). Trata-se de obreiros que apareceram na igreja de Corinto, ostentando o título de apóstolos, apresentando credenciais que supostamente provavam esta reivindicação, querendo diminuir Paulo como apóstolo e assumir a liderança da igreja.

Paulo os chama de “super apóstolos” (2Co 11.5; 12.11), provavelmente como uma ironia.1 Os tais se apresentavam com reivindicações extravagantes e se colocando acima de Paulo e talvez dos doze. Paulo os considera falsos apóstolos” (2Co 11.13), não somente porque a mensagem deles representava um desvio do ensino apostólico original, mas também porque eram imitadores, tentando se passar por apóstolos de Cristo.2

16 de setembro de 2016

A importância das testemunhas descritas em Mateus 18.16


Não é fácil estar envolvido na disputa de outra pessoa. De fato, não é sequer seguro. Provérbios diz: “Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa” (Provérbios 26.17).

Ainda assim, Jesus sabe que algumas vezes o cachorro tem que ser segurado pelas orelhas, porque qualquer briga entre dois membros de uma igreja é, em certo sentido, sua própria briga (veja 1Coríntios 12.26). Assim, quando um irmão ofendido confronta seu ofensor e o ofensor se recusa a se arrepender, Jesus ordena: “toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça” (Mateus 18.16).

Então, quem são esses outros um ou dois? E por que eles importam tanto para a igreja?

15 de setembro de 2016

Os crentes podem ser enganados?


Mateus 24.24 – Porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas, que realizarão grandes sinais e milagres, a tal ponto que, se fosse possível, enganariam até os escolhidos. (Almeida Século 21)

[...] se fosse possível, enganariam até os escolhidosNão devemos entender que os escolhidos sejam os não “crentes”, ou crentes que perseveram e por isso são escolhidos. Não! Os escolhidos são verdadeiramente convertidos. São crentes escolhidos em Cristo. São crentes perseverantes. Indubitavelmente, são eleitos de Deus.

14 de setembro de 2016

A Ceia do Senhor (1/2)


Eu sou o Pão Vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que deverei dar pela vida do mundo é a minha carne (João 6.51).

O que é ensinado nas igrejas atualmente é verdadeiramente o que Jesus Cristo ensinou na noite em que foi traído?

A Ceia do Senhor é um ato importante na vida do cristão; e por esse motivo, iremos estudar todo o contexto bíblico sobre as tradições da cidade, a qual a igreja de Corinto estava inserida, para assim chegarmos à conclusão da forma correta de se instituir a Ceia do Senhor. Aconteceu nas igrejas em um longo período de tempo o ensinamento totalmente equivocado acerca do que é Ceia.

Muitos teólogos irão ter trabalho em corrigir os erros cometidos no passado sobre a Ceia do Senhor, assim como outros assuntos bíblicos, como dom de línguas, a relação do cabelo da mulher no Culto a Deus, o Dízimo ensinado como forma de lei na igreja de Cristo (cristianismo), os dois batismos (no Espírito, e no fogo) pregado por João Batista, e muitos outros.

13 de setembro de 2016

A controvérsia às vezes é necessária


Recentemente, assisti como uma jovem mãe agiu rápida e decisivamente para acabar com uma briga entre dois garotos na pré-escola. Ela agiu com justiça e de forma bastante eficaz; e então, se voltou para ela duas acusações e se estabeleceu a lei: “Ela não tem o direito de lutar!”    

Desculpe, mãe, eu entendo o que você estava tentando fazer, mas a instrução moral não vai servir para aqueles garotos crescerem em maturidade. Seu desafio será aprender quando é necessário lutar, e de que maneira, conforme determina a Bíblia, a combater o bom combate da fé.

E sobre a igreja? É sempre apropriado para os cristãos e as igrejas se envolverem em controvérsias? Claro, a resposta é sim. Há momentos em que os crentes estão divididos sobre questões sérias e pretensiosas, e o debate é um resultado inevitável. A única maneira de evitar qualquer controvérsia seria não considerarmos nada importante o suficiente para defendermos, e nenhuma verdade muito dispendiosa para nos comprometermos.

12 de setembro de 2016

O Refreamento do Pecado


Já discutimos sobre os efeitos devastadores da Queda sobre a conduta humana. Primeiro, vimos que a Queda perverteu a imagem de Deus segundo a qual o homem havia sido criado e que, em consequência disso, a pessoa humana agora age pecaminosamente em sua relação com Deus, com os outros e com a natureza.1 A seguir, discorri sobre a universalidade do pecado2 e mostrei, em continuação, que a condição dos seres humanos após a Queda, à parte da graça redentora de Deus, é de depravação generalizada e de incapacidade espiritual.3

Se essas descrições são verdadeiras, a vida na terra hoje, a nosso ver, teria de ser virtualmente impossível. Por causa da Queda, cada ser humano é fundamentalmente egocêntrico e sem amor, odiando Deus, odiando os outros e devastando a natureza. Se isso fosse tudo, o que existe hoje não passaria de um inferno na terra.

10 de setembro de 2016

Visão Espiritual: uma questão imprescindível


Texto base: Marcos 8.22-26


INTRODUÇÃO

Depois do episódio da primeira multiplicação de pães e peixes (6.30-44), Jesus recomenda aos discípulos que embarquem para Betsaida, onde mais tarde se juntaria a eles. Em vez disso, os discípulos desembarcam em Genesaré (6.53). Após encontrar com os discípulos, Jesus percorre vários lugares naquela região, a fim de evangelizar e curar os enfermos (6.53-56; 7.1-23). Por conseguinte, Jesus e os discípulos seguem para as regiões de Tiro e Sidom (7.24.37) para realizarem a obra de Deus. Mais tarde, chegam a Betsaida, onde havia ocorrido o milagre da alimentação dos cinco mil (Lc 9.10; Mc 8.22-26). 

Todavia, existem duas cidades chamadas Betsaida. A primeira era uma cidade que ficava localizada ao oeste do mar da Galiléia e ao Sul de Cafarnaum (Mt 11.21). A segunda, por sua vez, era uma pequena “aldeia” (vs.23) que havia se tornado uma cidade (Lc 9.10), sendo chamada de Betsaida Júlia, em homenagem a filha do imperador César Augusto. Foi reedificada por Felipe, o tetrarca (Lc 3.1). Ficava localizada ao norte do mar da Galiléia e a leste do rio Jordão, perto de Cafarnaum. Era a cidade natal de Felipe, André e Pedro. Tendo sido uma “vila” por um longo tempo, Betsaida ainda continuou a ser chamada de “aldeia” por algum tempo.

9 de setembro de 2016

Expondo as Heresias da Igreja Católica: A Missa


O escritor da carta aos Hebreus é inescapavelmente claro sobre a natureza singular do sacrifício de Cristo.

Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação. (Hb 9.24-28)

A Escritura não hesita na finalidade do sacrifício de Cristo em nosso favor. Ele veio para realizar uma oferta única pelo pecado, para nunca mais ser repetido. Foi um contraste com a aliança mosaica, que necessitava de um sistema de sacrifícios quase constantes. Mas nenhum dos sacrifícios do Antigo Testamento podia verdadeiramente expiar o pecado. Eles só podiam servir como uma lembrança da libertação de Deus e prefigurar o sacrifício final de Cristo, o qual iria vencer o pecado.

8 de setembro de 2016

O Pluralismo do Pós-Modernismo (3/3)


F. Perigo do Consumismo Teológico

O pluralismo pós-modernista traz consequências imperceptíveis a muitos paladares. Uma delas é o consumismo em que vivemos em todas as áreas. Tudo tem a ver com a falta de verdade objetiva, absoluta. Todas as áreas são tratadas na esfera do comercialismo. O que se vende tem que ser de acordo com os mais variados paladares dos consumidores. "O pós-modernismo encoraja uma mentalidade de consumismo, fornecendo às pessoas o que elas gostam e querem."30  Esta mentalidade tem atingido a esfera da teologia e da liturgia. Quando a verdade objetiva e absoluta não existe mais, as teologias e liturgias passam a refletir o gosto do tempo presente. A teologia acompanha as filosofias vigentes. É curioso notar que, após a entrada do período pós-moderno, muitas teologias e liturgias têm surgido no cenário religioso, uma após outra, como os produtos de um supermercado. Elas fazem sucesso por algum tempo e, depois, outra surge para substituir o produto anterior. Há uma sede de novidade quase incontrolável. Não há nada que dura para sempre. Por quê? Porque não há verdade absoluta.

7 de setembro de 2016

É Falta de Amor Criticar e Julgar?


Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos: "linchamento, linchamento"!

Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.

6 de setembro de 2016

Legalistas e Libertinos


De que maneira os crentes navegam sobre as áreas cinzentas da vida? Quando se trata de atividades, diversão, ou qualquer outra coisa que a Palavra de Deus não aborda especificamente, como os cristãos conscientes devem determinar o que eles podem e não podem fazer? Enquanto as áreas cinzentas podem variar ao longo do tempo ou por localização, a igreja sempre enfrentou as questões sociais, as tendências populares e os pormenores da conduta pessoal que a Escritura não fala diretamente. Dançar, beber e fumar são alguns exemplos clássicos, mas a vida pós-moderna é repleta de escolhas sobre eventos e atividades que não aparecem na Palavra de Deus.

Normalmente, muitos crentes tendem para um dos dois extremos em resposta às áreas cinzentas da vida. Vejamos, pois:

5 de setembro de 2016

Determinismo Bíblico


A doutrina da criação em si mesma exige um alto grau de determinismo. Consistentemente a Bíblia apóia isso com abundantes preceitos e exemplos. Já observamos que Deus reivindica controlar as decisões humanas, desde as decisões de um rei até o arremesso de um dado. Um exemplo disso no Novo Testamento é encontrado em João 19. O salmista havia dito dez séculos antes que o Messias teria as suas roupas repartidas pelo lançar da sorte, em conexão com a sua morte (Salmo 22.18). Os soldados responsáveis pela execução de Jesus Cristo observaram que uma de suas vestes era sem costura, sendo tecida de alto a baixo, o que a tornava uma peça bastante cara e que havia sido deixada intacta. Assim, eles decidiram lançar sortes sobre ela, ao invés de rasgá-la para dividirem-na entre si “para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes”.

4 de setembro de 2016

A Criação da Mulher


Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne. Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele. (Gênesis 2.21-22)

O texto é muito rico em detalhes científicos. Observe que a nomenclatura científica não ocorre por uma razão  bem  simples: o texto  visa  educar  qualquer pessoa,  independente do nível cultural, social e econômico. E essa narrativa o faz com grande precisão e com grande facilidade de compreensão.

Primeiramente, Deus fez o homem cair em profundo sono.

Duas perguntas fundamentais precisam ser respondidas: (1) por quê?; e (2) como?


3 de setembro de 2016

O não regenerado não possui a capacidade ou o desejo de viver uma vida espiritual


O não regenerado é como um cadáver que não possui o poder nem o desejo de viver.

Objeção. E quanto a Balaão querer morrer a morte dos justos (Nm 23:10)? E quanto a Herodes que, perplexo, ouvia a João de boa mente (Mc 6:20)?

Resposta. Não há dúvida de que os não regenerados podem cumprir deveres externos que são por si mesmos bons. Podem mesmo desejar a Deus como aquele que, segundo creem, pode lhes trazer a perfeita felicidade, muito se esforçando para serem iguais a ele e agradá-lo. Contudo, como esses são desejos e esforços meramente naturais, que não procedem de uma vida espiritual interior nem de uma natureza regenerada, não são aceitáveis a Deus.

2 de setembro de 2016

Islamismo Hoje


Quando eu ensino sobre o Islamismo, seja no seminário ou em uma igreja,  invariavelmente eu recebo perguntas que começam assim: “O que é um muçulmano”? Minha resposta padrão é outra pergunta: “Qual muçulmano”?

Imagine alguém fazendo uma pergunta paralela: “O que um cristão deve pensar em tal e tal?” Bem, que tipo de cristão? Da Presbiteriana conservadora ou da Batista do Sul? Um liberal Metodista? Um Pentecostal? Um copta?1 Um membro de uma igreja plantada em Seattle ou uma igreja batista fundamentalista no sul? Um pastor, um estudioso ou um leigo? Um americano, um norueguês, um ucraniano, um sírio, um ruandês, ou um malaio? Tenho certeza de que você compreendeu a questão.

Na realidade, não existe tanta diversidade no mundo muçulmano como existe no mundo cristão. Assim como não queremos que os não cristãos não nos classifiquem com “um serve para todas” as visões do cristianismo, devemos reconhecer e responder adequadamente à pluralidade de perspectivas, tradições e práticas que existem entre os muçulmanos contemporâneos. Neste artigo, vamos examinar alguns dos principais pontos de diversidade encontrados no Islamismo hoje e considerar as implicações de como nos envolvemos com os muçulmanos.

1 de setembro de 2016

Crente ou Descrente: qual a sua condição?


 Texto base: Lucas 11.33-36

INTRODUÇÃO
    
Esta pequena parábola foi incluída nos evangelhos em conexões diversas e com diferentes aplicações.1 Outros ensinamentos de Jesus acerca da luz que deve ser vista pelo mundo, descritos em Lucas 8.16, Mateus 5.15-16 e em Marcos 4.21-22, não possuem o mesmo sentido no presente contexto de Lucas, ainda que as palavras sejam similares. Existem algumas diferenças em relação ao contexto que cada um dos evangelhos apresenta sobre o que Jesus realmente quer que as pessoas entendam com esta parábola.

William Hendriksen afirma que no caso do evangelho de Lucas e seu paralelo em Mateus, o estudo contextual mostra o fato de que as duas passagens não têm o mesmo propósito e significado. No contexto de Mateus, o sentido é: Sejam testemunhas. Aqui em Lucas, o sentido básico é: Permitam que a luz ilumine seu próprio coração, não a obstrua.2

31 de agosto de 2016

O "Day After": o que nos reserva o futuro político pós-PT?


Ofereço um possível cenário para o que pode ocorrer nos meses que se seguirão ao impeachment de Dilma Rousseff, e ao indiciamento de Lula da Silva e sua eventual prisão.

1. O PT vai perder muito de sua força, com vários de seus principais líderes presos ou na iminência de serem presos; os quadros do partido com mais senso de sobrevivência já saíram ou estão para sair do PT, migrando para partidos de centro, como o PMDB, ou de centro-esquerda ou extrema-esquerda, como o PSB, a REDE e PSOL. Somente em São Paulo, 20% dos prefeitos petistas deixaram a sigla recentemente. Por isso, candidatos petistas às eleições municipais têm trocado o tradicional vermelho por outras cores e escondido a estrela, o símbolo do partido. Para os próximos meses, o desafio da legenda será sobreviver, eleitoral e judicialmente.

A heresia da indiferença


A doutrina é uma questão muito importante na vida e na morte. Nossa doutrina determina o nosso destino. Ela não só afeta a nossa visão sobre Deus, mas nosso ponto de vista sobre tudo. Somos seres doutrinais por natureza. Todas as pessoas sustentam algum tipo de doutrina. Contudo, a questão é se a nossa doutrina é bíblica ou não. Consequentemente, não nos atrevemos a sermos indiferentes sobre doutrina. Na verdade, há uma razão de nunca termos ouvido falar de um mártir cristão que era indiferente acerca da doutrina. A indiferença com respeito à doutrina é a mãe de toda heresia em toda a história, e em nosso dia essa indiferença está se espalhando como um incêndio nos púlpitos e bancos de nossas igrejas. Ironicamente, a afirmação de que a doutrina não importa é, na verdade, uma doutrina em si.

30 de agosto de 2016

Pastores-políticos: pode isso, Perkins?


Nos últimos dias, surgiram nas redes sociais várias discussões entre cristãos sobre se seria lícito a um pastor cumular um ofício político, como o de vereador. Esses debates não focavam o aspecto da laicidade do Estado   como por vezes se discute, sobretudo entre os progressistas, se deveria haver algum tipo de impedimento ao exercício de cargo político por pessoas professadamente religiosas. Em vez disso, a conversa girava em torno da ética vocacional cristã: se há várias situações em que se admitem ministros evangélicos bivocacionados (por exemplo, quando exercem o magistério), por que a vocação política seria uma exceção?

Acredito que podemos encontrar muita sabedoria para lidar com este assunto no livro A Treatise of the Vocations (“Um tratado das vocações”), do puritano William Perkins (1558–1602), que apresenta de forma sistematizada e pretensamente exaustiva uma “teologia prática” das vocações.

29 de agosto de 2016

Discernimento e oposição ao mal


O verdadeiro discernimento bíblico é fundamentado no conhecimento e no amor pela verdade. Conforme Paulo disse em 1 Tessalonicenses 5.21, cada crente com discernimento deve agarrar com firmeza aquilo que é bom. Porém, esse não é o único ingrediente. Hoje, muitos pastores e líderes da igreja acreditam que, se eles apenas pregarem a verdade, seu povo será capaz de evitar que o erro se infiltre. Todavia, não é assim que o verdadeiro discernimento funciona. Como Paulo deixou claro aos Tessalonicenses: Abstenham-se de toda forma de mal (1Ts 5.22). 

28 de agosto de 2016

Aos pastores, presbíteros e diáconos que mentiram em sua ordenação


A sua ordenação foi um ato de singular importância. No Conselho da Igreja local, ou numa Reunião do Presbitério, ou num culto público, você respondeu solenemente algumas perguntas, diante de Deus, das autoridades instituídas por Ele, tendo parte da Igreja de Cristo como testemunha. Após ter se comprometido com um claro e audível SIM, você se ajoelhou, num ato de submissão, e demonstrando verbalmente aceitação e compromisso confessional, foram impostas mãos sobre a sua cabeça para a ordenação como um oficial da IPB.

Alguns dias depois você começa em suas conversações a desdizer o que declarou publicamente. Os seus sermões, estudos e simples conversas informais levantam discordância da identidade confessional da IPB. Apresenta-se mais "aberto", mais tolerante, e fala num tom mais inteligente e atraente do que os tradicionais, a quem se refere como obscurantistas e frios. Critica o crescimento da igreja local e da IPB, questiona a rigidez da teologia, bem como o desprezo gratuito pelo neopentecostalismo, e começa a afirmar que precisamos de sermos mais práticos, mais piedosos, mais fervorosos. Entretanto, o seu discurso não é em direção da verdadeira piedade, mas sim, para uma mudança de paradigma. A liderança adota nova linguagem: vivemos para relacionamentos e para uma nova visão! Assim, se investe em estrutura, marketing, slogans, expressões afetivas e menos conteúdo doutrinário, menos profundidade bíblica.

27 de agosto de 2016

O que é ser Pentecostal?


O termo pentecostal está definitivamente incorporado ao dicionário da Igreja Cristã. Desde o início do século 20, quando um grupo de crentes começou a falar em línguas numa missão evangélica em Los Angeles, o movimento pentecostal se espalhou pelos quatro cantos do planeta. Hoje estima-se que as igrejas pentecostais e neopentecostais sejam mais numerosas que as tradicionais. O termo pentecostal é tirado do episódio que ocorreu no dia de Pentecostes em Jerusalém, quando os discípulos do Senhor Jesus foram batizados com o Espírito Santo.

26 de agosto de 2016

Deus não é o autor do pecado


As maneiras diferentes de Deus lidar com os homens

Ele tem misericórdia de alguns, e endurece a outros. Quando se diz aqui que Deus endurece alguns dos filhos dos homens, não se deve entender que Deus, por alguma atitude positiva, endurece o coração de algum homem. Não há uma ação positiva de Deus como se Ele aplicasse algum poder para endurecer o coração. Supor algo assim seria fazer de Deus o autor imediato do pecado. 


25 de agosto de 2016

Quando a Cultura se Torna Evangelho



O relacionamento dos cristãos com a cultura, na qual estão inseridos, sempre representou um grande desafio para eles. Opções como amoldar-se, rejeitar a cultura, idolatrá-la, ou tentar redimi-la, tem encontrado adeptos em todo lugar e época. Em nosso país, com uma cultura tão rica, variada e envolvente, o desafio parece ainda maior nos dias atuais. Como aqueles que creem em Jesus Cristo e adotam os valores bíblicos quanto à família, trabalho, lazer, conhecimento e as pessoas em geral podem se relacionar com esta cultura?

Existem muitas definições disponíveis e parecidas de cultura. No geral, define-se como um conjunto de valores, crenças e práticas de uma sociedade em particular, que inclui artes, religião, ética, costumes, maneira de ser, divertir-se, organizar-se, etc.

24 de agosto de 2016

Restauração: uma necessidade impreterível


Texto base: Ezequiel 37.1-14

INTRODUÇÃO

Panorama histórico

O livro de Ezequiel retrata a história do povo de Israel que havia sido levado prisioneiro para a Babilônia no ano 597 a.C. Em 2 Reis 24.11-18 é relatado que Jerusalém foi invadida pelo exército do rei Nabucodonosor. Logo depois, o próprio Nabucodonosor chega à cidade e subjuga o rei Joaquim e toda a família real, levando-os como prisioneiros.

Foram levados para a babilônia como prisioneiros mais de dez mil judeus, especialmente os de posição elevada na sociedade e os mais inteligentes, deixados para trás apenas os pobres e inferiores. Entre estes prisioneiros estavam soldados militares, os melhores artesãos e todos aqueles com habilidades específicas e capazes de lutar em guerra.

Apesar de os Babilônios terem levado apenas os judeus mais proeminentes, todavia estes permaneceram em uma posição privilegiada na sociedade Babilônica; residiram como colonos, não como escravos, permaneciam juntos e trabalhavam em boas condições, cultivando a terra (Jr 29).

23 de agosto de 2016

Regeneração e suas circunstâncias concomitantes


Devemos considerar a maneira em que a regeneração ocorre, o que é bastante variável. 

(1) Alguns são convertidos de modo bem repentino, como em um momento. Este foi o caso de Zaqueu, do ladrão na cruz, muitos no dia de Pentecostes, e o carcereiro. Com outros, isso acontece morosamente.

(2) Alguns são convertidos por meio de grande terror e consternação, provocados pelo confronto com a lei, morte e condenação, como foi no dia de Pentecostes e com o carcereiro (At 16.27).

22 de agosto de 2016

O Pluralismo do Pós-Modernismo (2/3)


3. As Pressuposições Gerais do Pluralismo Pós-Modernista

O pluralismo tem várias grandes pressuposições que controlam todo um conjunto de ideias inclusivistas:

A. O Abandono da Arrogância Cultural e Teológica

A primeira grande pressuposição é que, segundo a abordagem pluralista, todas as religiões têm que abandonar a sua arrogância teológica. Nenhum grupo religioso pode jactar-se de ser superior ao outro em termos de verdade, porque a religião está associada à cultura. E não existe uma cultura superior à outra. Todas são igualmente boas.

Segundo posso perceber, o cristianismo é altamente relevante na sociedade contemporânea, não para levantar novamente a bandeira do intelectualismo, mas para mostrar a racionalidade da fé cristã, para trazer de volta os fundamentos da sociedade e da moralidade, e para responder a questões que só o cristianismo pode responder. Contudo, convicções como a minha têm sido continuamente questionadas hoje. Num contexto pluralista em que vivemos, ninguém pode dizer uma coisa dessas da sua própria religião. Tudo é relativizado. A crença básica do pluralismo está expressa nestas palavras de McGrath:

21 de agosto de 2016

Santo Sansão


Seguindo a minha tentativa de ressuscitar a reputação de Jefté, eu dirijo a minha atenção agora para Sansão. De certa forma, Sansão é ainda mais difícil de ser reabilitado por causa da sua popularidade (Ou devo dizer, “infâmia”?) nas Bíblias de histórias infantis. Estamos todos familiarizados com a narrativa e a moral: “Não seja como Sansão que cometeu adultério, assassinato e suicídio.”

A caricatura popular é também sustentada por vários comentaristas, como esta seleção de citações demonstra:

Sansão era dominado por lascívia, orgulho e uma paixão por vingança.

Sua vida parece que foi cercada de relacionamentos ilícitos com prostitutas e mulheres de vida fácil.

Suas façanhas demonstram as ações de um jovem delinquente incontrolável.

Seu último ato envolveu uma recusa de deixar Deus operar sua própria vindicação por meios legais, o qual sua oração de morte permanece em triste contraste à oração de morte do nosso bendito Salvador.

20 de agosto de 2016

O enigma da origem do pecado


A questão da origem do pecado, depois da questão da própria existência, é o maior enigma da vida e a cruz mais pesada que o intelecto tem de carregar. A questão “de onde vem o pecado?, ocupou a mente dos seres humanos em todos os séculos e ainda aguarda uma resposta mais satisfatória que a da Escritura. Como a Filosofia não nos ensinou nada novo sobre esse assunto, ela é, falando abertamente, uma forte prova da verdade escriturística de que este mundo é inexplicável sem a queda. Todos os grandes pensadores, mesmo que ignorem Gênesis 3 ou o rejeitem como mito, sem querer dão apoio tácito ou explícito a essa narrativa simples. Como a Filosofia buscou uma solução para o problema em outra direção, ela perdeu o rastro e infelizmente se perdeu. Isso se aplica, antes de tudo, à explicação pelagiana do pecado, às muitas objeções que foram mencionadas acima e serão discutidas detalhadamente em nossa discussão sobre a essência e a propagação do pecado, mas se aplica também a todos os sistemas que atribuem o mal não a um ato volitivo da criatura, mas à natureza da humanidade, ao mundo ou a Deus.