23 de setembro de 2016

O Princípio Regulador do Culto


Simplificando, o princípio regulador do culto afirma que a adoração corporativa a Deus deve estar fundamentada sobre direções específicas das Escrituras. Superficialmente, é difícil ver porque qualquer pessoa que valoriza a autoridade das Escrituras iria considerar tal princípio censurável. Toda a nossa vida não é para ser vivida de acordo com a regra da Escritura? Este é um princípio árduo ao coração de todos os que se dizem cristãos bíblicos. Sugerir o contrário é abrir a porta para o antinomianismo e a licenciosidade.

Mas as coisas raramente são tão simples. Afinal, a Bíblia não me diz se eu posso ou não posso ouvir com proveito a uma sinfonia de Mahler, encontrar uma coleção de selos gratificantes, ou desfrutar de um trabalho como investigador como uma ocupação útil, mesmo que haja boa intenção, mas os que creem na Bíblia equivocadamente afirmam com uma dogmática confiança que qualquer uma destas coisas infringe a vontade de Deus. Conhecer a vontade de Deus em qualquer circunstância é uma função importante na vida de cada cristão, e fundamental para saber que é uma vontade de submissão à Escritura como Palavra autorizada de Deus para todas as idades e circunstâncias. Mas, o que exatamente significa a autoridade bíblica em tais circunstâncias? 

22 de setembro de 2016

A Corrupção Radical e o Chamado Eficaz em 1 Pedro


A MISSÃO DOS CRISTÃOS NO MUNDO (2.9b-10)

2.9b ... a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançaste misericórdia.

Após descrever quatro características da privilegiada identidade dos cristãos como o povo escolhido de Deus (vs.9a), Pedro termina este capítulo sobre o crescimento espiritual dos cristãos falando da missão deles como igreja. Como na parte anterior do versículo 9, Pedro, nesta segunda parte, também recorre não diretamente, mas implicitamente ao Antigo Testamento, aludindo, desta vez, a Isaías 42.16.

Qual é a missão da igreja no mundo? Evangelizar, que consiste em:

21 de setembro de 2016

Graus de Separação


Um dos desafios mais difíceis de abordar na vida cristã é o nosso relacionamento com os outros cristãos. É como andar numa corda bamba com pesos pesados em cada extremidade do nosso polo. Por um lado, é mandamento bíblico se unir com cristãos professos, enquanto no outro, é exigência bíblica separa-se deles em certos momentos.

“Uni-vos!” “Dividem-se!” Complicado e desafiador, não é? Não seria muito mais fácil se pudéssemos escolher um ou o outro? Alguns fazem. Eles decidem se separar de todos que não concordam com eles em tudo, produzindo dissidência pecaminosa e divisão no corpo de Cristo. Outros, porém, decidem que não há praticamente nada que justifique a separação de ninguém e se unem em aliança profana com qualquer um que se diz cristão, não importando o que ele acredita.

Mas ambos são extremos antibíblicos que nos tornam desequilibrados, derrubando-nos no pecado. Embora possamos preferir uma vida mais simples, Deus nos chama para caminhar nesta corda bamba precária, levando ambos os pesos nas extremidades do nosso polo.

20 de setembro de 2016

O que dizer das reações físicas nos cultos?


Eu diria que existem duas diferenças muito importantes entre as reações físicas encontradas na Escritura e nos avivamentos históricos, e uma boa parte do que observamos dentro dos círculos neopentecostais.

Primeiro, reações físicas como o cair e o rolar no chão, tremores, choro alto, contorções, saltos, risos descontrolados, e coisas semelhantes, não são jamais encorajadas nas Escrituras, e nem mesmo apresentadas como sinal da presença de Deus. O mesmo pode se dizer dos avivamentos históricos. No geral, até onde sei, reações físicas e emocionais com essas características nunca foram encorajadas, promovidas ou buscadas por seus líderes (embora houvesse uns poucos líderes leigos que fizessem o contrário). E nem sempre foram consideradas como evidências claras da atuação do Espírito de Deus. 

19 de setembro de 2016

Eu e o Pai Somos Um


Quando Jesus disse Eu e o Pai somos um (João 10.30), o que Ele quis dizer? O gênero da palavra grega para “um”, nesta passagem, não é masculino, mas neutro, designando o Pai e Jesus não como uma pessoa, mas como uma entidade (“um objeto”). A afirmação clara da divindade de Jesus no Evangelho de João é surpreendente, uma vez que suscita algumas questões importantes a respeito de Sua relação com Deus Pai. Se Deus Pai – Yahweh, o grande “Eu Sou”, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó é Deus, e Jesus é Deus – quantos deuses são, afinal?