A sua ordenação foi um ato de
singular importância. No Conselho da Igreja local, ou numa Reunião do
Presbitério, ou num culto público, você respondeu solenemente algumas
perguntas, diante de Deus, das autoridades instituídas por Ele, tendo parte da
Igreja de Cristo como testemunha. Após ter se comprometido com um claro e
audível SIM, você se ajoelhou, num ato de submissão, e demonstrando verbalmente
aceitação e compromisso confessional, foram impostas mãos sobre a sua cabeça
para a ordenação como um oficial da IPB.
Alguns dias depois você começa
em suas conversações a desdizer o que declarou publicamente. Os seus sermões,
estudos e simples conversas informais levantam discordância da identidade
confessional da IPB. Apresenta-se mais "aberto", mais tolerante, e
fala num tom mais inteligente e atraente do que os tradicionais, a quem se
refere como obscurantistas e frios. Critica o crescimento da igreja local e da
IPB, questiona a rigidez da teologia, bem como o desprezo gratuito pelo
neopentecostalismo, e começa a afirmar que precisamos de sermos mais práticos,
mais piedosos, mais fervorosos. Entretanto, o seu discurso não é em direção da
verdadeira piedade, mas sim, para uma mudança de paradigma. A liderança adota nova
linguagem: vivemos para relacionamentos e para uma nova visão! Assim, se
investe em estrutura, marketing, slogans, expressões afetivas e menos conteúdo
doutrinário, menos profundidade bíblica.
