4 de novembro de 2015

Por que sou credobatista?


A teologia do batismo daquele que crê

Uma resposta simples para este post seria: Porque a circuncisão é o sinal da aliança para a descendência de Abraão?

Ora, pode ser que alguém coce sua cabeça agora, já que essa minha afirmação soa bastante pedobatista. De fato, boa parte do fundamento do pedobatismo é a ideia de que existe um pacto da graça abrangente, sob o qual se encontram todas as alianças bíblicas. Consequentemente, nesse sentido, a Nova Aliança (de certo modo, aparentemente não levando em conta Jeremias 31 e Hebreus 8, partes nas quais nos é dito que tal Aliança é completamente diferente) é basicamente o mesmo que a Antiga Aliança. De acordo com essa teologia pactual, não há uma grande diferença essencial entre Israel e a Igreja. E assim como o povo israelita circuncidava seus infantes do sexo masculino, demonstrando, pois, que pertenciam à comunidade do pacto, assim, devemos batizar nossas crianças, com o intuito de demonstrar que pertencem à nossa comunidade do pacto.

O feminismo e a igreja (2/2)



Gênesis 2:23 – Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

A sutileza não é fácil de ser percebida. Principalmente quando é uma estratégia usada pelo inimigo. Ela, quando mal intencionada, causa mais estragos que qualquer ataque frontal. Sun Tzu, em sua obra A Arte da Guerra, escrita no século IV antes de Cristo, descreveu o general ideal como aquele que aplica eficazmente os princípios da dissimulação e da surpresa. Dissimulação e surpresa são essenciais para o sucesso da sutileza como estratégia.

3 de novembro de 2015

O Trabalho do Espírito Santo na criação dos céus e da terra


Texto base: Salmo 33.6; 104.30

INTRODUÇÃO

Ao dissecar sobre a obra da trindade na criação de todas as coisas, o bom estudante das Escrituras se depara com assuntos que, por um lado, são incríveis e, por outro, são pouco conhecidos por grande parte da igreja evangélica brasileira. Dentre estes assuntos pouco abordados, temos o papel que o Espírito Santo exerceu no passado, continua exercendo no presente, e ainda exercerá no futuro [na terra restaurada] na criação.

A necessidade da Palavra Escrita


Após Deus ter alargado Sua Igreja a fim de incluir Abraão e sua semente, na qual ela estava em um primeiro momento limitada até o tempo de Cristo, agradou-Lhe dar à Sua Igreja uma regra inamovível e sempiterna para a vida e doutrina, submetendo Sua vontade em forma escrita para ela. Isso não significa que, da perspectiva de Deus, tal ato era necessário, pois, mediante Sua onipotência, Ele poderia ter revelado o caminho da salvação para Sua Igreja sem a Palavra escrita e preservado a verdade no meio do Seu povo. Contudo, da perspectiva do homem, havia sim essa necessidade, para que a verdade fosse efetivamente preservada da impiedade do homem, cujo coração está inclinado para a superstição e para religião carnal, carregando dentro de si a semente de numerosas heresias.

2 de novembro de 2015

Comentário de Gênesis 1.1-2


No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

No princípio. Interpretar o termo princípio relacionando-o a Cristo não nos é de maneira alguma útil, pois Moisés, neste ponto, simplesmente pretende afirmar que o mundo não havia sido aperfeiçoado em seus primórdios do modo como agora vemos, mas que foi criado um caos vazio de céus e terra. A linguagem mosaica deve, portanto, ser explicada. Quando Deus, no princípio, criou os céus e a terra, a terra era sem forma e vazia.1 Ele, ademais, nos ensina mediante o termo criada que aquilo que antes não existia foi agora feito; ora, ele não utilizou a palavra יָצַר (yatsar), que significa moldar ou formar, mas sim בָּרָ֣א (bara’), que significa criar.2 Consequentemente, sua intenção é dizer que o mundo foi feito a partir do nada. Logo, refuta-se, assim, a insensatez daqueles que imaginam que existia, desde a eternidade, uma matéria informe, bem como daqueles que nada absorvem da narrativa de Moisés a não ser que o mundo foi provido de novos ornamentos e recebeu uma forma da qual antes se encontrava destituído.